Na quinta‑feira (22), o conselho de administração do Bradesco autorizou a recompra de cerca de 3,55 % das ações ordinárias e 1 % dos papéis preferenciais em circulação, em programa previsto para 18 meses, conforme comunicado oficial do banco. O plano prevê a aquisição de até 53.413.506 ações ordinárias e 53.171.375 papéis preferenciais, número que representa aproximadamente 3,55 % e 1 % do total em circulação, respectivamente.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A decisão foi tomada após análise de diretoria e avaliação de indicadores de liquidez, capitalização e retorno sobre o patrimônio líquido, que sinalizaram a oportunidade de reforçar o capital próprio e otimizar a estrutura acionária, sem prejuízo da estratégia de crescimento sustentável.
O programa de recompra, aprovado em sessão deliberativa que contou com a presença dos membros do colegiado e dos executivos da instituição financeira, segue diretrizes previamente delineadas pela Comissão de Governança Corporativa do Bradesco, que tem histórico de adotar medidas semelhantes para ajuste de capital e valorização do preço das ações no mercado.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram notificados sobre a operação, que se enquadra nas normas de transparência exigidas para repurchases superiores a 2 % do capital social, conforme disposto no regulamento da B3.
O presidente do conselho, Aloysio Mercadante, declarou que a recompra visa "consolidar o valor para os acionistas" e ressaltou que a estratégia será revisada trimestralmente para garantir alinhamento com os objetivos estratégicos do banco.



