O ministro da Fazenda, Dario Durigan, oficializou nesta segunda-feira (24/8) a definição do salário mínimo para o exercício de 2027, fixado em R$ 1.741, valor que representa um aumento de R$ 120 frente ao piso vigente de R$ 1.621 e uma alta de 7,4%, consolidando a política de reajuste vinculada ao índice oficial de inflação.
Contexto Institucional e Jurídico do Ajuste Salarial
A definição do novo piso foi consolidada após análise técnica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e deliberação da Junta de Execução O rçamentária (JEO), órgão colegiado que assessora o Executivo na gestão fiscal anual, com a previsão submetida à aprovação legislativa até 31 de agosto, conforme estabelece o calendário do Projeto de Lei O rçamentária Anual (PLOA) de 2027.
O ajuste ocorre num cenário de retomada econômica moderada, com projeções de crescimento do PIB acima de 2% para o próximo ano e controle gradual da inflação, fatores que embasaram a decisão da equipe econômica de manter o ganho real do trabalhador sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas, já que o aumento será financiável pela superávit primário previsto no arcabouço fiscal.
O salário mínimo para 2027 será fixado em R$ 1.741, valor 7,4% superior ao piso atual e superior ao previsto na Lei de Diretrizes O rçamentárias.
Repercussão Política e Desdobramentos Institucionais
Durigan destacou que a atualização do salário mínimo impacta também benefícios sociais e previdenciários, que utilizam o piso como referência para cálculo de indices, reforçando o compromisso com a proteção das camadas mais vulneráveis da população, em consonância com o discurso de priorização da população mais carente.
A expectativa é de que a Comissão Mista de O rçamento (CMO) analise o PLOA com foco na coerência entre a proposta de aumento salarial e as metas fiscais estabelecidas pelo arcabouço primary, enquanto atores políticos e sindicais já manifestam posições divergentes sobre a viabilidade e os efeitos distributivos do novo piso.



