O Ministério Público Federal (MPF) formalizou nesta quarta-feira a condenação de um investigado no Pará por comercialização internacional de conteúdos que documentavam atos de crueldade contra animais, com base em provas obtidas durante operação policial realizada em novembro de 2025 em Belém, que culminou na identificação de 32 vítimas submetidas a maus-tratos.
Contexto Investigativo e Apuração das Evidências
As investigações iniciaram-se após denúncia internacional referente à circulação de material audiovisual produzido no Brasil e vendido a compradores estrangeiros, conforme constatação do MPF; a Polícia Federal, ao analisar dispositivos eletrônicos apreendidos durante operação em Belém, constatou a produção sistemática de conteúdos violentos envolvendo gatos, coelhos, galinhas e filhotes de aves, totalizando 32 vítimas identificadas pelo laudo pericial.
O caso transitou pela Justiça Federal com sigilo processual, mantendo a identidade do condenado restrita aos órgãos competentes, enquanto o réu cumpriu medida preventiva desde novembro de 2024, período descontado da pena efetiva de 4 anos e 5 meses, convertida parcialmente em regime aberto com tornozeleira eletrônica após decisão judicial que reconheceu o cumprimento parcial da custódia.
A pena de 4 anos e 5 meses inclui multa, proibição definitiva de posse animal e R$ 10 mil em danos morais coletivos para ações de proteção à fauna.
Repercussão Legal e Medidas Preventivas Adotadas
A sentença proferida pelo juiz federal determinou o cumprimento da pena em regime aberto com monitoramento eletrônico, condicionando a liberdade do condenado à obrigação de não aproximar-se de áreas residenciais ou locais onde animais sejam mantidos, sob pena de revogação imediata da liberdade condicional.
O Ministério Público Federal destacou que a condenação serve como precedentes para o combate à exploração digital de violência animal no Brasil, reforçando a necessidade de cooperação internacional na investigação de crimes cibernéticos ambientais.



