O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado pela O rganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (O CDE) em 8 de setembro, revela que 48% dos estudantes brasileiros de 15 anos utilizam chatbots de inteligência artificial, como o ChatGPT ou Gemini, ao menos uma vez por semana para fins educacionais, superando a média da O CDE em dois pontos percentuais.
Contexto Institucional e Metodologia da Avaliação Educacional
A análise, realizada com base em respostas de mais de 600 mil estudantes em 82 países, aponta que o uso frequente de ferramentas de IA na aprendizagem é significativamente maior no Brasil, onde 40% dos alunos empregam chatbots para pesquisa preliminar sobre novos temas, contra 31% na média da O CDE, evidenciando uma liderança regional no aproveitamento tecnológico no ambiente escolar.
O levantamento, coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), reforça que a integração de tecnologias emergentes no currículo brasileiro reflete tanto a ampla difusão digital entre os jovens quanto as estratégias pedagógicas adotadas pelas instituições de ensino para explorar recursos avançados de aprendizagem autônoma.
48% dos estudantes brasileiros de 15 anos utilizam chatbots de IA semanalmente para estudo, superando a média da O CDE em dois pontos percentuais.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Pedagógicos
A O CDE destacou que o uso intensivo de IA nos estudos, embora promissor, exige supervisão pedagógica rigorosa para evitar dependência excessiva e garantir o desenvolvimento crítico, conforme declaração do Secretário-Geral da organização, Andreas Schleicher.
Especialistas em educação apontam que o próximo passo deve ser a regulamentação do uso de ferramentas de IA nas escolas, com diretrizes claras para integração curricular e formação docente, visando equilibrar inovação e qualidade do ensino.



