Em Belém, um paraense utilizou inteligência artificial para transformar a Avenida Almirante Barroso em um cenário surreal, inserindo digitalmente jacarés, onças e macacos no tráfego urbano, com o propósito de contestar o estereótipo de que animais silvestres circulam livremente pelas ruas da capital amazonense, gerando ampla repercussão nas redes sociais.
Contextualização do Fenômeno de IA e Crítica ao Estereótipo Regional
A apuração revelou que o vídeo foi produzido por um indivíduo residente no Pará, com recursos de inteligência artificial capaz de editar dinamicamente imagens urbanas, inserindo espécies nativas da Amazônia em um cenário de alto fluxo veicular e pedonal, sem qualquer registro real de ocorrência.
O conteúdo, que rapidamente viralizou-se nas plataformas digitais, utilizou o humor ácido para desconstruir a narrativa exótica e arcaizante que associa a Amazônia à presença onipresente de fauna silvestre em ambientes urbanos, evidenciando a distância entre a percepção popular e a realidade cotidiana da população local.
Mais de 2 milhões de visualizações foram registradas em apenas 72 horas após o lançamento do vídeo na plataforma digital
Repercussão Institucional e Desdobramentos do Debate sobre IA e Representação
Autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará classificaram a produção como inofensiva, porém destacaram que a manipulação digital de imagens pode contribuir para a disseminação de informações distorcidas sobre a região.
Especialistas em ética digital apontam que o caso evidencia a necessidade de regulamentação clara do uso de IA em conteúdos públicos, especialmente quando envolvem locais emblemáticos e subjetividades culturais.



