Nos dias 2 e 3 de outubro, a Polícia Federal conduziu operação coordenada contra crimes eleitorais em ao menos três estados, resultando na prisão de 23 pessoas e na apreensão de cerca de R$ 70 mil em espécie, incluindo R$ 30 mil escondidos em meias por dois cabos eleitorais de Antonio Carlos Nicoletti (PL), candidato ao Senado por Roraima, e R$ 4,3 mil em Boa Vista, destacando a persistência de práticas corruptas na véspera do pleito de 2026.
Contexto Institucional e Evidências da O peração
A investigação revelou que os dois cabos eleitorais de Nicoletti, identificados como Paulo Roberto Alves Temoteo e Jesus Ribeiro, foram flagrados pela Polícia Militar transportando três pacotes de R$ 10 mil cada — totalizando R$ 30 mil — escondidos nas meias que utilizavam, com o propósito declarado de comprar votos por R$ 300 por unidade, configurando claro crime eleitoral previsto no artigo 44 do Código Eleitoral.
Antecedentes indicam que a PF mantém esforços sistemáticos para coibir a corrupção nas urnas, como demonstrado pela O peração Velha Política em Marabá (PA), onde foram apreendidos itens como cestas básicas, cadeiras de rodas e geradores, também destinados à compra de votos, evidenciando uma estratégia articulada de suborno em diferentes regiões do país.
Dois cabos eleitorais foram presos com R$ 30 mil em espécie escondidos em meias para compra de votos a R$ 300 cada.
Repercussão Jurídica e Estratégias Policiais
O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou que a Justiça Eleitoral atuará com rigor para coibir qualquer forma de suborno eleitoral, ressaltando que a prisão em flagrante e a aplicação imediata de medidas cautelares são fundamentais para preservar a transparência do processo democrático.
As operações da PF seguem com foco na identificação de redes organizadas que articulam a entrega de bens e recursos financeiros em troca de votos, com especial atenção para o uso criativo de objetos cotidianos — como meias — como meio de dissimulação do dinheiro ilícito.



