Renata Díaz, brasileira que mora nos Estados Unidos, publicou stories mostrando o momento em que colou cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL) em estações de metrô e ruas de Nova York no domingo, 1º de novembro, durante a noite de Halloween. Fantasiada e usando máscara, a mulher distribuiu informativos intitulados "Flávio Bolsonaro Procurado", pedindo a deportação do senador e alegando que ele responde por crimes contra a democracia.
Em suas publicações, Renata afirmou que Flávio Bolsonaro não seria um perseguido político, mas sim um criminoso que precisa ser deportado, e mencionou uma suposta interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras, propondo uma resposta do chamado exército digital popular brasileiro contra o republicano norte-americano.
Horas após a ação, Renata passou a receber ameaças de bolsonaristas nas redes sociais. Os usuários notificaram o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) para solicitar a prisão dela por suposto crime federal relacionado à disseminação de informações falsas, além de marcar o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para denunciar o ato.
A brasileira também teve dados pessoais vazados na internet, incluindo seu endereço residencial, carreira profissional e local de trabalho. Internautas bolsonaristas pressionaram integrantes do governo Trump para que se manifestassem com repúdio contra os cartazes colados por Renata.



