Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o impacto financeiro da quimioterapia, que pode chegar a 120 mil reais por tratamento completo, afeta especialmente os 49,1% dos domicílios brasileiros cujo rendimento é liderado por mulheres, considerando que a cada ano são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama no período de 2026 a 2028.
Contexto Institucional e Evidências Epidemiológicas
A análise do INCA, fundamentada nos dados do Panorama do Censo Demográfico 2022 do IBGE, revelou que 49,1% dos quase 36,6 milhões de domicílios no Brasil têm mulheres como responsáveis pelo rendimento familiar, um crescimento significativo em relação ao 38,7% registrado em 2010, refletindo uma mudança estrutural na dinâmica econômica doméstica.
O estudo epidemiológico aponta que o câncer de mama permanece como o tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras, com projeção oficial de 78.610 novos casos anuais para o triênio 2026-2028, enquanto os diagnósticos de câncer do colo do útero (19.310 casos), corpo do útero (9.650 casos) e ovário (8.020 casos) também demonstram tendência de crescimento.
O tratamento completo de quimioterapia para o câncer de mama custa em média cerca de 120 mil reais, valor que compromete a estabilidade financeira de milhões de famílias brasileiras.
Repercussão Jurídica e Desafios Sociais
O Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Câncer manifestaram preocupação com o alto custo do tratamento e com as consequências socioeconômicas decorrentes da ausência laboral durante a quimioterapia, que pode levar meses à afastamento remunerado devido aos efeitos colaterais graves e ao risco de infecção.
Especialistas apontam que a perda de renda e a necessidade de recorrer a pensões ou auxílios públicos intensificam a vulnerabilidade econômica das pacientes, exigindo políticas públicas eficazes para mitigar o impacto financeiro do tratamento oncológico.


