Nesta segunda-feira (21), três indivíduos foram detidos sob suspeita de integrar uma quadrilha que ameaçava e extorguia moradores de motéis localizados no Jardim Ângela, zona Sul de São Paulo, mediante a coleta não autorizada de imagens de veículos e intimidação familiar, prática que se configurou como o chamado 'golpe do motel' e se estendeu desde janeiro de 2025.
Mecanismos O peracionais e Estrutura da Quadrilha
As investigações da Polícia Civil, coordenadas pela Divisão de Homicídios e Contravenções (DHC), revelaram que os criminosos atuavam em regime de vigilância permanente nas proximidades dos estabelecimentos hoteleiros, identificando as placas dos veículos por meio de câmeras clandestinas ou abordagens discretas, com o objetivo de obter dados sensíveis para posterior extorsão.
Segundo o relatório preliminar da SSP, os suspeitos dividiam as funções operacionais: um deles conduzia a coleta de imagens e rastreamento das vítimas, enquanto outro intermediava a negociação financeira e procedia à lavagem dos valores obtidos, configurou-se em um esquema organizado e previamente articulado.
O golpe do motel movimentou valores superiores a R$ 150 mil em pagamentos coartados das vítimas para evitar divulgação íntima.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A SSP confirmou que um dos detidos possui antecedentes criminais por roubo qualificado, o que reforça a suspeita de vínculo com outras práticas delituosas na região metropolitana paulista.
O s investigados respondem por crimes previstos nos artigos 157 (estelionato), 147 (ameaça) e 123 (exploração sexual) do Código Penal, com pena acumulada que pode ultrapassar 30 anos de reclusão, dependendo das provas apresentadas pelo Ministério Público.



