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Política

Disputa eleitoral eleva juros futuros enquanto cautela internacional pressiona mercado

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 06:52
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Disputa eleitoral eleva juros futuros enquanto cautela internacional pressiona mercado
Fatos Rápidos da Notícia
  • A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou a 12,88%, em alta de 11 pontos-base em relação aos 12,775% da sessão anterior
  • A taxa do DI para janeiro de 2035 foi de 12,76%, com elevação de 2 pontos-base frente aos 12,743% da sessão anterior
  • O rendimento do Treasury de dez anos caiu 19 pontos-base, fechando a 4,955%
Resumo Editorial

A disputa eleitoral intensifica a cautela do mercado, elevando o DI de 2028 para 12,88% e pressionando a inflação.

Na sessão de quinta‑feira, a curva de juros brasileira reagiu à intensificação da disputa política entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela chefia do Executivo, enquanto os mercados globais mantinham aversão ao risco e o dólar avançava.

Contexto Institucional e Movimentação Política nos Mercados de Juros

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 encerrou a 12,88%, registrando elevação de 11 pontos‑base em relação ao ajuste anterior de 12,775%, após ter atingido pico de 12,955% às 14h43, enquanto a taxa para janeiro de 2035 manteve‑se em 12,76%, com alta de dois pontos‑base frente aos 12,743% da sessão anterior.

As expectativas do mercado permanecem cautelosas à luz da próxima pesquisa eleitoral do Datafolha, prevista para o início da noite, e das intenções de voto que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula, embora a diferença entre os candidatos tenha se reduzido conforme indicado pela Quaest, que mostrou empate técnico com variação de um ponto percentual.

O ambiente externo também contribuiu para a volatilidade, com queda dos índices acionários globais, alta do petróleo Brent acima de US$ 110 por barril e fortalecimento do dólar, fatores que impulsionaram a busca por ativos de segurança e a consequente queda do rendimento do Treasury de dez anos para 4,955%, decréscimo de 19 pontos‑base.

Ponto de Destaque

A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 12,955% no pico da sessão, representando alta de 18 pontos‑base em relação à mínima da manhã.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos das Autoridades

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou que as variações nas taxas de juros obedecem à dinâmica dos indicadores macroeconômicos e à avaliação de risco soberano, sem vínculo direto às disputas políticas em curso.

Ministros da Fazenda e da Receita Federal sinalizaram que eventuais ajustes fiscais dependerão da definição do novo governo, reforçando a necessidade de consolidação das contas públicas para conter a pressão sobre os juros.

Especialistas apontam que a manutenção da taxa DI acima de 12% pode refletir um cenário de maior incerteza institucional, o que pode repercutir nos custos de crédito e na inflação no médio prazo.

Atenção / Ponto Crítico
A alta persistente da taxa DI acima de 12% pode gerar pressão inflacionária e elevar o custo da dívida pública nos próximos trimestres.

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