O embate político entre o desembargador aposentado do TJDFT e candidato ao Senado pelo Novo, Sebastião Coelho, e o pastor Silas Malafaia, revelou tensões internas na direita no Distrito Federal, após declarações de que a divisão de votos poderia favorecer candidaturas de esquerda nas eleições para as duas vagas do Senado.
Contexto Institucional e Antecedentes da Controvérsia
A apuração constatou que Malafaia, em vídeo divulgado na Assembleia de Deus, alertou para o risco de a direita se dividir no DF, sem citar nomes, o que gerou reação imediata de Coelho, que negou ter sido diretamente acusado de 'dividir a direita' por se referir ao próprio Malafaia.
O desembargador explicou que recebeu convites de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para integrar suas chapas, mas recusou por já estar registrado pelo seu partido em 21 de julho, data que antecedeu as convocações das candidatas em 5 de agosto, reforçando sua posição de lealdade partidária.
Sebastião Coelho afirmou que sua candidatura ao Senado foi registrada com antecedência e que não permitirá retrocessos diante dos compromissos assumidos desde junho de 2025.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuro
As declarações de Malafaia foram replicadas por Coelho, que caracterizou as acusações como indiretas e questionou a coragem do pastor em citar seu nome nominalmente, reforçando a narrativa de conflito entre figuras da direita que buscam articular alianças sem abrir mão de seus posicionamentos.
Especialistas apontam que o embate pode influenciar a estratégia eleitoral do Novo e a unidade da base conservadora, com a necessidade de equilibrar apoio a candidatos como Coelho e a manutenção de alianças com lideranças como Malafaia.



