Em 2026, o Brasil e o mundo confrontam um panorama complexo de doenças infecciosas, onde patógenos antigos ressurgem com força, novos agentes emergem e a resistência antimicrobiana ameaça a eficácia global dos tratamentos, exigindo respostas cada vez mais preventivas, preditivas e personalizadas.
Contexto Histórico e Desafios Crônicos da Infectologia
A especialidade da Infectologia, desde seus primórdios marcados pela luta contra epidemias como a de meningite nos anos 1970, quando 11 milhões de pessoas em São Paulo foram vacinadas em quatro dias, consolida-se como campo essencial para a gestão de crises sanitárias e para a evolução constante do conhecimento médico.
Nos dias atuais, o Brasil enfrenta um cenário de múltiplas ameaças: doenças como dengue e sarampo voltam com intensidade, o HIV persiste com 9,2 milhões de pessoas ainda sem acesso ao tratamento, e a resistência antimicrobiana projeta até 10 milhões de mortes anuais até 2050, evidenciando a urgência de reforçar vigilância e inovação tecnológica.


