Na madrugada de 30 de setembro, o policial civil Douglas Willian Pedroso, lotado na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), conduzia uma viatura não identificada quando atropelou uma família na faixa de pedestres da Avenida Cruzeiro do Sul, zona norte paulistana; o semáforo para veículos estava fechado, mas ele ignorou a sinalização e seguiu em alta velocidade, com exame toxicológico confirmando embriaguez no momento do impacto, resultando em grave lesão ao menino de 9 anos, que permanece internado em estado crítico.
Apuração da Corregedoria e Reconfiguração da Qualificação Jurídica
A apuração conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, formalizada no dia 5 de outubro e tornada pública nesta quinta-feira (8/10), revelou que o laudo toxicológico comprovou a presença de álcool no organismo do agente no momento do crime, contradizendo sua versão inicial de que não teria ingerido bebidas alcoólicas; além disso, imagens de câmeras de monitoramento registraram a velocidade excessiva com que o veículo avançou contra o sinal vermelho para carros, descaracterizando a conduta como culposo e configurando intenção de matar, justificando a mudança da acusação para tentativa de homicídio.
Antecedentemente ao incidente, o agente já havia sido indiciado por crime culposo em situação anterior, conforme registros da própria corporação, o que evidencia reincidência em condutas de risco à segurança pública; ele responde atualmente por tentativa de homicídio doloso e lesão corporal grave, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão, dependendo da avaliação judicial.
O menino de 9 anos permanece internado em estado grave no Hospital das Clínicas após o policial civil Douglas Willian Pedroso atropelar a família na Avenida Cruzeiro do Sul enquanto dirigia embriagado e ignorou sinalização de trânsito.
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Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais.
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A decisão da Corregedoria Geral da Polícia Civil, comunicada à Justiça no dia 5 de outubro, reforça a responsabilidade hierárquica da instituição na apuração e sanção interna de condutas irregulares por parte de seus agentes; o caso já mobilizou o Ministério Público Estadual, que deve oferecer denúncia formal nos próximos dias., O governador João Doria afirmou que 'não há tolerância a desvios graves de conduta por parte de servidores públicos', garantindo que medidas administrativas rigorosas serão adotadas em conjunto com o Poder Judiciário para garantir a efetividade da justiça nesse tipo de caso., alerta, A expectativa é que o processo criminal siga com celeridade, com sentença preliminar prevista para até 30 dias após a formalização da denúncia pelo Ministério Público., citacao,[object O bject].



