Após uma transmissão ao vivo realizada em 31 de agosto, uma idosa registrou ocorrência de calúnia contra a médium Maira Rocha na Polícia Civil do Distrito Federal, após acusações falsas de que teriam roubado a Casa de Caridade Inácio Daniel, localizada em Águas Claras, durante a live que contou com cerca de 100 espectadores.
Apuração e Contexto das Acusações
A notícia foi formalizada por meio de boletim de ocorrência registrado na 4ª Delegacia de Polícia (Guará), após a idosa alegar que Maira Rocha, durante transmissão realizada em rede social, teria atribuído indevidamente a prática de psicografia fraudulenta à família da vítima e seus familiares, baseando-se em informações obtidas em fontes públicas e redes sociais.
Conforme apuração da reportagem do, o serviço de psicografia ofertado pela médium envolve a produção de cartas alegadamente inspiradas por espíritos falecidos ou ainda não mortos, com conteúdo baseado em pesquisas em boletins de ocorrência, perfis digitais e dados coletados de redes sociais, prática que tem sido questionada por dezenas de pessoas que relataram recepção de mensagens inconsistentes ou desconectadas da realidade.
Mais de 759 mil seguidores acompanham Maira Rocha nas redes sociais, enquanto centenas de vítimas denunciam esquema de forjamento de mensagens psicografadas com base em dados obtidos ilegalmente.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) instaurou notícia de fato para apurar conduta da médium, com encaminhamento ao setor da Promotoria de Justiça Criminal, que passará a analisar os casos em grau de investigação formal, considerando possível violação aos direitos humanos e prática lesiva à dignidade das famílias envolvidas.
Especialistas apontam que a conduta descrita — manipulação emocional aliada à falsificação sistemática de documentos espirituais — pode configurar crime contra o patrimônio familiar e até estelionato qualificado, dependendo da comprovação do prejuízo causado às vítimas.



