Na seção Fábia O liveira, durante o Rock in Rio, realizada na sexta-feira (11/9), Juliana Didone revelou que encerrou um dos projetos artísticos mais complexos de sua trajetória, ao interpretar Hortência — uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro — no filme que documenta sua trajetória esportiva e legado cultural. A atriz destacou que a experiência de materializar uma personalidade real, em vez de criar um personagem fictício, representou um marco de profundidade artística e dedicação técnica, refletindo sobre as camadas humanas por trás das conquistas esportivas.
Desafio Artístico e Contextualização da Trajetória de Hortência
A apuração jornalística confirmou que Juliana Didone, após anos consolidados no cinema e televisão, dedicou-se integralmente à construção do personagem de Hortência, utilizando-se de arquivos históricos, entrevistas com testemunhas e análise minuciosa de sua trajetória esportiva para garantir a fidelidade biográfica. A escolha narrativa do filme priorizou não apenas os feitos atléticos, mas também a intimidade emocional da atleta — suas vulnerabilidades, dúvidas profissionais e conflitos pessoais — sob a orientação do roteirista e pesquisador-chefe da produção, que garantiu a precisão factual sem prejuízo à dramatização.
Antecedentes revelam que Hortência já havia sido indicada ao prêmio de melhor atleta da história nos Mundiais da FIBA, consolidando sua influência no basquete feminino brasileiro. A atriz destacou que sua abordagem diferiu de papéis fictícios ao exigir um mergulho ético e histórico na vida real da figura pública, equilibrando admiração com respeito à complexidade humana da personagem.
Hortência foi indicada ao prêmio de melhor atleta da história nos Mundiais da FIBA, reconhecendo sua trajetória histórica no esporte nacional.
Repercussão Cultural e Legado Institucional
A produção do filme gerou expectativa no âmbito esportivo e cultural, com o Ministério do Esporte reconhecendo publicamente o valor pedagógico da obra para a valorização da história do basquete feminino no Brasil. Segundo comunicado oficial da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a iniciativa reforça o compromisso com a memória coletiva do esporte e incentiva novas gerações a seguir o caminho de referências femininas consolidadas.
Juliana Didone enfatizou que o projeto ampliou seu entendimento sobre o papel das mulheres no esporte: 'Ela foi muito guiada pelo próprio desejo e levou o basquete feminino a níveis mundiais', afirmou, destacando ainda o impacto conjunto de Hortência e Paula — duas pioneiras que garantiram medalhas olímpicas e vitórias em âmbito internacional, transformando estruturas institucionais para viabilizar o crescimento do esporte.



