No âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, a coligação Brasil Pronto pra Mais, composta pelo PT e aliados na campanha de Lula, protocolou ação contra Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, Alfredo Gaspar, vice-candidato, e Mario Frias, candidato à reeleição como deputado federal, por suposto uso de rede de colaborações no Instagram para ampliar propaganda e atacar o Judiciário e o PT sem observar as normas eleitorais vigentes.
Apuração da Rede de Colaboração Digital
O levantamento inicial realizado pelo grupo jurídico analisou 508 publicações publicadas até 7 de setembro, das quais 492 eram colabs com participação de 324 perfis distribuídos em 13 grupos distintos, enquanto 74 contas vinculadas a candidaturas ou campanhas atuaram em 207 dessas publicações, evidenciando um padrão estruturado de cooperação digital com potencial para descaracterizar ações apresentadas como espontâneas.
A segunda fase da investigação, desenvolvida entre 8 e 17 de setembro, ampliou significativamente o mapeamento ao identificar 1.334 colabs adicionais e 168 perfis não contemplados na análise inicial, totalizando 1.826 publicações compartilhadas por 492 perfis em diferentes plataformas digitais, o que reforça a suspeita de organização sistemática de comunicação política coordenada.
A coligação apura a participação coordenada de 74 contas ligadas a campanhas em 207 publicações dentro de uma rede que alcançou mais de mil e oitocentas publicações compartilhadas.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A petição protocolada exige a cassação dos registros eleitorais dos três candidatos e declaração de inelegibilidade por oito anos, com base na alegação de uso indevido dos meios de comunicação e abuso dos poderes econômicos e políticos para fins eleitorais.
As demandas incluem a preservação imediata dos dados dos perfis envolvidos, mesmo os inativos, a paralisação de links e anúncios comerciais vinculados à venda de produtos de campanha — com previsão de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento — além da solicitação formal à Câmara e ao Senado para acesso a informações sobre contratos, despesas e servidores dos gabinetes dos acusados desde fevereiro.



