Na terça‑feira (29 de setembro), durante a formação da Roça em A Fazenda 18, o ator Serginho Hondjakoff afirmou que não se desculpará a ninguém, após ser acusado de intolerância religiosa por colegas de confinamento; a Record decidiu que o peão permanecerá no programa, apesar da polêmica envolvendo declarações consideradas ofensivas a religiões de matriz africana.
Contexto Institucional e Histórico da Polêmica
A apuração realizada pelos produtores do reality mostrou que, na noite anterior à formação da Roça, Serginho teria proferido um louvor que, segundo alguns participantes, ofendeu práticas religiosas afro‑brasileiras; o ator defendeu suas palavras sustentando que as pessoas sentiram‑se ofendidas por questões internas a si mesmas, e que apenas prestou respeito ao "povo baiano" e ao "Preto Velho", recorrendo à Umbanda como referência cultural.
Nos registros anteriores ao episódio, o peão já havia sido alvo de outras acusações, inclusive um caso de assédio exibido por Adriane Galisteu e declarações de racismo proferidas por Thaíde e Rikardo Negro, o que reforça a tensão entre liberdade de expressão dentro do confinamento e os limites éticos impostos pelo formato.
Serginho Hondjakoff afirma que não precisa pedir desculpas a ninguém no A Fazenda 18, apesar da acusação de intolerância religiosa.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A emissora Record comunicou, por meio de nota oficial, que a decisão de manter Serginho no programa foi baseada na análise dos fatos verificados pela produção e no respeito ao princípio de liberdade de expressão dos participantes, reforçando que não serão toleradas condutas que violem as normas de convivência do reality.
Especialistas em direito penal e direitos humanos apontam que, embora a liberdade de expressão seja garantida constitucionalmente, declarações que fomentem preconceito religioso podem configurar injustiça civil ou até mesmo infração administrativa, dependendo da interpretação dos regulamentos internos do programa e da legislação aplicável.



