Confrontos diplomáticos e protestos marcam 81ª Assembleia Geral da O NU
O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, provocou um diplomata iraniano no plenário da 81ª Assembleia Geral ao exibir um aparelho Starlink e criticar o governo persa durante o discurso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O iraniano virou o rosto e ignorou a provocação, enquanto Netanyahu afirmou que Israel tem como objetivo "garantir o Estado judeu" e agradeceu o apoio do presidente dos Estados Unidos Donald Trump na guerra contra Hamas e Hezbollah."Achei que seria apropriado te dar um Starlink. Se você ouviu o premiê [Benjamin Netanyahu], seria bem útil para vocês para permitir liberdade ao povo iraniano após o que vocês fizeram com eles".
Retirada de delegações evidencia protesto global contra a guerra na Faixa de Gaza
Dezenas de delegações, inclusive a do Brasil, retiraram-se do plenário da O NU durante o discurso de Netanyahu como forma de protesto à atuação militar israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. A ausência de representantes de diversos países destacou a tensão diplomática gerada pelas posições extremas adotadas por Israel e suas aliados, com críticas internacionais ao que são chamadas de violações do direito humanitário internacional.
Irã rebate acusações e compara Netanyahu a personagem fictício
Em resposta à provocação, a Embaixada do Irã na O NU publicou uma nota afirmando que Benjamin Netanyahu "relembra as ações do personagem Voldemort", referindo-se ao vilão da série Harry Potter conhecido por seu autoritarismo e violência. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, durante seu discurso na Assembleia Geral, negou as acusações de apoio ao terrorismo e declarou que o Irã é "vítima de terrorismo", reforçando sua posição de que o conflito é resultado de intervenções externas.
Contexto das guerras e posicionamento internacional
Netanyahu reiterou que Israel não comete genocídio e que suas ações militares têm como meta principal proteger seu povo e garantir a continuidade do Estado judeu. Ele destacou que não há escolha alternativa diante da ameaça percebida dos grupos armados apoiados pelo Irã. Por sua vez, o Irã mantém que sua política externa é defensiva e que as acusações de apoio ao terrorismo são infundadas, pedindo maior respeito à soberania dos países da região.



