O Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York recebeu, em 1º de setembro, um pedido unilateral da UEFA para obter documentos e depoimentos de entidades sediadas nos Estados Unidos, enquanto a FIFA acusa a entidade europeia de conduzir uma 'campanha de difamação' contra a organização e seu presidente, Gianni Infantino, em contexto de disputa sobre a extinta proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE).
Contexto Jurídico e Estratégico da Disputa entre Fifa e Uefa
A Fifa entrou com uma ação formal no mesmo tribunal, alegando que o pedido da UEFA configura instrumento de difamação institucional, já que visa angariar provas para supostos processos criminais na Suíça que, segundo a entidade, não existem; o documento, obtido pela Reuters, revela que a FIFA pede o adiamento da decisão ou permissão para contraposição formal à iniciativa da UEFA, sob argumento de que a campanha de pressupostos jurídicos visa desqualificar sua gestão sob a liderança de Infantino.
A controvérsia se insere em um cenário mais amplo de desgaste institucional: a proposta da FFE, que visava concentrar os direitos comerciais das Copas do Mundo masculina e feminina nas mãos de uma nova entidade empresarial, foi descontinuada em 31 de julho após forte oposição da UEFA e de federações regionais, incluindo a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol, que pressionaram por maior participação local nos receitas e questionaram a legitimidade do processo decisório realizado unilateralmente pela FIFA.
A Fifa acusa formalmente a UEFA de orquestrar uma 'campanha de difamação' contra sua liderança e instituição no âmbito de litígio judicial nos Estados Unidos.
Repercussão Institucional e Caminhos para Reformas Governamentais
A UEFA declarou publicamente seu compromisso com reformas estruturais por meio de comunicado oficial, afirmando que trabalhará com confederações parceiras para garantir que as federações-membro dispõem de alternativas viáveis e comprometidas com governança transparente no eventual cenário de reeleição de Infantino para um quarto mandato em 2027.
Por seu turno, a entidade continental reforçou a necessidade de uma revisão externa independente da proposta extinta da FIFA Forward Enterprise, sustentando que 'a Fifa não pode investigar a si mesma e esperar que a comunidade do futebol simplesmente aceite suas conclusões', além de ter determinado o mandato institucional para buscar todas as vias legais e políticas disponíveis à luz dos princípios democráticos do esporte.



