Uma pesquisa nacional realizada pela Quaest em parceria com a Pax, divulgada em 18 de setembro de 2023, revelou que 86% dos 2.004 brasileiros entrevistados manifestam apoio ao uso de inteligência artificial na segurança pública, consolidando-se como uma das propostas mais consensuales do debate contemporâneo sobre tecnologia e ordem institucional.
Contexto Institucional e Metodologia da Pesquisa
O levantamento foi conduzido entre 12 e 15 de setembro, com amostragem representativa de 2.004 indivíduos de 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil, por meio de entrevistas presenciais estruturadas; a margem de erro estimada é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95%, reforçando a robustez estatística do diagnóstico.
Antecedentemente, o estudo aponta que a oposição ao uso da IA na segurança pública é minoritária, mas concentrada nos riscos percebidos — especialmente o erro na identificação de pessoas (16%) —, enquanto a aceitação majoritária reflete um entendimento pragmático sobre os benefícios aplicáveis, como localização de desaparecidos (97%), combate ao feminicídio (15%) e recuperação de bens roubados (95%).
86% dos brasileiros apoiam o uso da inteligência artificial na segurança pública, com 60% totalmente favoráveis à tecnologia.
Repercussão O ficial e Desdobramentos Estratégicos
Em pronunciamento conjunto, a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério da Justiça reconheceram o amplitude respaldo social à iniciativa, destacando a necessidade de implementação regulada com salvaguardas jurídicas para evitar violações a direitos fundamentais.
Especialistas em segurança cibernética e direitos humanos alertam para a urgência de criar marcos normativos claros que garantam transparência no uso de dados, enquanto o Judiciário sinaliza abertura para regulamentar a tecnologia por meio de projetos de lei específicos em tramitação no Congresso Nacional.



