Na tarde de terça-feira (1º de setembro), o candidato ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), durante sabatina na emissora, reafirmou sua prioridade pela saúde pública, propondo ampliar o horário de atendimento nas unidades básicas de saúde até as 22h de segunda a sexta-feira e até as 12h nos finais de semana, além de viabilizar a contratação imediata de profissionais da área no primeiro dia de governo.
Contexto Institucional e Histórico da Proposta de Saúde
A sabatina realizada na emissora, às 14h30, destacou-se pelo foco no setor de saúde, no qual Cappelli articulou medidas estruturais para reduzir as filas e garantir acesso universal aos serviços públicos. O candidato comprometeu-se a ampliar o expediente das UBSs até as 22h de segunda a sexta-feira e estender o atendimento aos sábados e domingos até as 12h, com o objetivo de descentralizar e ampliar o acesso dos trabalhadores aos cuidados médicos.
Nos últimos anos, o Distrito Federal tem enfrentado desafios crônicos no acesso à saúde, com filas estendidas para consultas e procedimentos em unidades básicas, agravados por deficiências na contratação e gestão de profissionais. Cappelli atribuiu esses problemas à má administração e corrupção, afirmando que o orçamento destinado à saúde é suficiente, mas subutilizado por falhas na execução.
Cappelli afirma que não falta orçamento para a saúde no DF e que a solução reside na correção da gestão e na contratação imediata de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para zerar as filas.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
As propostas de Cappelli foram recebidas com ressalvas por especialistas em saúde pública, que apontam a necessidade de planejamento logístico e financeiro para a ampliação do horário e da força-trabalho. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasil) destacou que a iniciativa demanda investimento em infraestrutura, insumos e capacitação técnica para garantir efetividade sem sobrecarga dos profissionais.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal já sinalizou preocupação com a ampliação do gasto público sem transparência comprovada, exigindo planos detalhados de aplicação dos recursos e critérios claros para a contratação emergencial de servidores da saúde.



