Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo (MDB), articula apoio estratégico à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) para a reeleição presidencial em 2026 e possíveis candidaturas em 2030, consolidando uma aliança política que projeta sua própria ascensão ao executivo paulista ou a um ministério federal até 2030.
Contexto Estratégico e Dinâmica de Alianças Políticas
A mobilização das bases do entorno do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em prol da campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto sedimenta um grupo político que, na avaliação de seus membros, entrará em campo também em 2030, conforme revelam aliados próximos e relatos do próprio prefeito a interlocutores.
O horizonte eleitoral de Nunes inclui a disputa pelo Governo de São Paulo na próxima eleição, com o apoio explícito de Tarcísio, que já teria indicado o prefeito como seu nome preferido para a sucessão no Palácio dos Bandeirantes, segundo declarações internas ao governador.
A aliança entre Nunes e Tarcísio já se consolidou em 2024, com o governador garantindo a permanência do prefeito no segundo turno da eleição municipal contra Pablo Marçal.
Repercussão Política e Desafios de Longo Prazo
A possibilidade de Nunes assumir uma secretaria no governo paulista ou ministério na gestão federal de Flávio Bolsonaro depende da vitória do 'filho 01' nas eleições de 2026, estratégia que visa contornar o hiato político entre 2028 e 2030 após sua saída da prefeitura.
O embate interno no PL sobre a definição de candidato própria para São Paulo em 2028 ou para governador em 2030 ameaça os planos de Nunes, que busca se posicionar como principal referência da direita paulista caso Tarcísio deixe o cargo para Felício Ramuth.



