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Política

Cuba renova pedido à ONU para acabar com bloqueio econômico dos EUA

PorJunio SilvaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 09:38
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Cuba renova pedido à ONU para acabar com bloqueio econômico dos EUA
Fatos Rápidos da Notícia
  • Cuba vai apresentar, pela 34ª vez, uma resolução na Assembleia Geral da ONU pedindo o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos, em vigor desde a década de 1960
  • A resolução será apresentada na última semana de setembro, após o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla destacar uma 'agressão multidimensional' dos EUA que dura há quase sete décadas
  • A última votação em 2023 resultou na aprovação por 187 países, com apenas EUA e Israel votando contra e Ucrânia se abstendo, embora a medida não tenha caráter vinculativo
Resumo Editorial

Cuba reafirma, pela 34ª vez consecutiva, seu pedido à O NU para encerrar o bloqueio econômico dos EUA, vigente desde 1960, em meio a crise energética e apoio regional à transição sustentável.

Na 34ª edição consecutiva da sua iniciativa diplomática perante o foro global, Cuba oficializa, na última semana de setembro, a apresentação de uma resolução na Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas (O NU) que requer o término do bloqueio econômico dos Estados Unidos — medida que permanece em vigor desde a década de 1960 e foi imposta inicialmente em resposta à Revolução Cubana. A proposta, defendida pelo chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, insere-se no contexto de uma profunda crise interna na ilha, marcada por escassez energética e deterioração socioeconômica, enquanto a narrativa oficial caracteriza a política americana como uma "agressão multidimensional" perdurada por quase sete décadas.

Contexto Histórico e Estratégia Diplomática da Iniciativa Cubana

A resolução anual sobre o fim do embargo é apresentada pela República de Cuba perante a O NU há quase seis décadas, com 2023 representando a primeira ausência do pedido em 2020, quando as atividades da organização foram interrompidas pela pandemia de Covid-19. Desde 1992, Havana tem reiterado seu apelo junto à comunidade internacional, fundamentando sua solicitação no princípio do direito à autodeterminação e na violação das normas do direito internacional humanitário decorrentes das sanções econômicas, comerciais e financeiras impostas pelos EUA. A atual campanha diplomática ocorre em um momento crítico para a ilha caribenha, que enfrenta não apenas o cerco econômico prolongado, mas também uma severa crise energética agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo por parte dos Estados Unidos após a suspensão do abastecimento da Venezuela em 2023, consequência da aliança entre o governo venezuelano interino e as políticas externas do ex-presidente Donald Trump.

Além das pressões internas, a iniciativa cubana conta com apoio estratégico de países como a China, que tem promovido investimentos em infraestrutura energética sustentável — especialmente sistemas fotovoltaicos — como parte de uma cooperação técnica voltada para mitigar os efeitos do bloqueio sobre a matriz elétrica nacional. Apesar dos esforços de transição energética liderados pelo governo de Miguel Díaz-Canel Bermúdez, que busca reduzir a dependência do petróleo por meio de soluções alternativas, o país continua vulnerável a interrupções sistêmicas que afetam cerca de 10 milhões de habitantes.

Ponto de Destaque

Cuba apresenta pela trigésima quarta vez consecutiva sua resolução na O NU pedindo o fim do bloqueio econômico dos EUA, vigente desde 1960.

Repercussão Internacional e Desafios Institucionais

A votação na Assembleia Geral da O NU reflete um padrão recorrente: em 2023,187 países apoiaram o texto cubano, enquanto apenas os Estados Unidos e Israel se opuseram ao projeto e a Ucrânia optou pela abstenção. Contudo, tais resoluções carecem de efeito vinculativo jurídico, funcionando meramente como expressão simbólica de pressão política que não obriga os membros da O NU a implementar mudanças nas políticas exteriores dos Estados envolvidos. Na prática, o embargo permanece inalterado em seus efeitos concretos sobre o comércio, os bancos e as transações internacionais envolvendo Cuba.

O governo cubano tem reforçado a narrativa de resistência diante da hostilidade prolongada dos EUA, com o chanceler Parrilla destacando que a "agressão multidimensional" se configura como uma "hostilidade permanente, abusiva e implacável" que ultrapassa sete décadas. Em paralelo, autoridades americanas mantêm postura defensiva, alegando que as sanções têm caráter temporário e estão vinculadas à promoção da democracia e dos direitos humanos na ilha — embora sem apresentar evidências concretas de cumprimento desses princípios por parte dos EUA.

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Atenção / Ponto Crítico
O embargo permanece ativo sob regime jurídico unilateral dos EUA; sua manutenção exige ação legislativa específica do Congresso para sua derrubada ou suspensão definitiva.

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