O presidente do Partido Colorado, Horacio Cartes, declarou que a agremiação não ficará do lado do que chamou de "roubo dos fundos públicos, privados e dos reformados" e afirmou que acompanhará o processo de impeachment ao presidente Santiago Peña para reencaminhar a institucionalidade da República.
O pedido de destituição foi protocolado por 35 deputados após a crise bancária gerada pela dissolução do Banco Ueno, maior banco digital do país, e pelas ligações do presidente com a instituição financeira. Para iniciar o processo são necessários 54 votos na Câmara dos Deputados, equivalente a dois terços dos parlamentares. Se aprovado, a matéria segue ao Senado, onde também é exigido quórum de dois terços para efetivar a destituição.
Uma sessão extraordinária na Câmara deve analisar a abertura do processo contra Peña e contra o vice-presidente Pedro Alianna. O presidente da Casa, Raúl Latorre, sinalizou à imprensa local que há maioria favorável ao impeachment de Peña, mas não de Alianna. Deputados acusam ainda o presidente de ter modificado a legislação sobre conflito de interesses para permitir a concentração de valores da previdência social no Banco Ueno.



