O Tribunal do Júri de Soledade considerou culpados os quatro réus acusados pela morte de Paula Chaiane Perin Portes, de 18 anos, ocorrida em 2020. A sentença foi anunciada por volta das 22h pelo Juiz de Direito José Pedro Guimarães, nessa sexta-feira (23), no encerramento de um julgamento que durou quatro dias na Câmara de Vereadores do município.
O magistrado determinou a execução imediata da pena em regime fechado, impedindo que os condenados recorram em liberdade.
Condenações e penas fixadas pela Justiça
As penas impostas aos acusados variam de 9 a 21 anos de reclusão. Dionatan Silva recebeu a maior pena, fixada em 21 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado — com emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima — e por ocultação de cadáver.
O réu Micael Ortiz foi condenado a 20 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado pelas mesmas qualificadoras. Já Gesriel Wedy teve a pena definida em 10 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado, com o reconhecimento de menor participação no crime.
Por fim, João Santos foi condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão por homicídio duplamente qualificado (dissimulação e recurso que dificultou a defesa), também com menor participação reconhecida.
Bastidores e estrutura do julgamento
O julgamento teve início na terça-feira (20) e contou com a transmissão integral pelo canal do TJRS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) no YouTube. Ao longo dos trabalhos, foram ouvidas nove testemunhas e informantes, além de realizado o interrogatório dos quatro acusados na noite de quarta-feira (21).
Na sexta-feira (23), acusação e defesa retornaram ao Plenário para as etapas de réplica e tréplica. O Ministério Público atuou na acusação com os promotores de Justiça Eugenio Paes Amorim e Marcos Paulo Frezza, acompanhados pelos advogados assistentes Salete Terezinha Canello e Alisson Doneda.
A defesa dos réus foi representada pelos advogados Manoel Pedro Silveira Castanheira, José Ricardo Pinto, Felipe Borges de Oliveira, José Paulo Schneider dos Santos, Marco Alfredo Mejia e Marcos Vinicius Zanuzo.
Recomposição do crime e localização da vítima
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Paula Chaiane foi atraída na noite de 10 de junho de 2020 para um imóvel no bairro Fontes, em Soledade, onde foi morta por asfixia entre 00h50min e 01h35min do dia 11 de junho.
Após o homicídio, o grupo colocou a jovem em um veículo e a transportou até uma propriedade rural para ocultar o corpo. Posteriormente, dois dos réus retiraram o cadáver do local inicial e o moveram para outra área rural, situada na localidade de Rincão do Bugre.
O corpo da vítima foi localizado dois meses depois do crime, em 16 de agosto de 2020.
Com a decisão proferida pelo juiz José Pedro Guimarães, a execução da pena foi determinada de forma imediata. Dois dos quatro réus já se encontravam reclusos antes da conclusão do julgamento.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados que foram condenados. O espaço segue aberto.
*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil com informações do TJRS



