Cientistas analisaram diferenças genéticas entre cães que vivem próximos aos escombros da Usina Nuclear de Chernobyl e os que habitam a cidade abandonada de Chernobyl, localizada a cerca de 16 quilômetros da usina. O estudo constatou que os animais da cidade apresentam elementos genéticos mais semelhantes a populações da Rússia, Polônia e regiões vizinhas, enquanto os cães próximos à usina possuem características mais distintas, especialmente em partes do DNA relacionadas ao reparo de danos genéticos.
A nova etapa da pesquisa investigou a seleção natural e a deriva genética como possíveis explicações para as diferenças observadas. Os resultados mostraram que os cães da usina não apresentaram uma redução genética compatível com os efeitos esperados da deriva genética, e o isolamento geográfico não foi suficiente para definir a causa das variações, já que os animais da cidade demonstraram composição genética mais próxima dos cães das Ilhas Galápagos.
Para os autores, a questão genética não tem necessariamente relação com contaminação radioativa. Eles apontam a possibilidade de que os animais que sobreviveram às exposições radioativas iniciais já possuíam variações genéticas que ajudaram na sobrevivência nessas condições.
