A Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa montadoras como General Motors, Toyota e Volkswagen, voltou a pedir ao Congresso dos Estados Unidos que aprove uma proibição permanente à importação, fabricação e venda de veículos conectados chineses. O pedido foi formalizado em setembro por meio de carta aos líderes da Câmara e do Senado, e agora os fabricantes querem que a medida seja votada no retorno dos trabalhos legislativos após as eleições de meio de mandato.
A proposta tem autoria conjunta da democrata Elissa Slotkin, de Michigan, e do republicano Bernie Moreno, de Ohio, reunindo apoio bipartidário. O texto avançou por unanimidade em uma comissão do Senado em julho e ainda depende da aprovação do Congresso. Além dos veículos, a proposta prevê restrições a softwares e componentes que permitem comunicação com redes externas ou operação de sistemas automatizados de condução.
Uma regra do Departamento de Comércio já restringe, a partir do ano-modelo 2027, a comercialização de veículos conectados por fabricantes com vínculos com a China ou a Rússia, mesmo quando produzidos nos Estados Unidos. Para componentes de conectividade, as restrições à importação começam no ano-modelo 2030. O assunto ganhou novo fôlego depois que o presidente Donald Trump sinalizou, em setembro, que aceitaria fabricantes chinesas construindo carros em solo americano.
John Bozzella, presidente da associação das montadoras, afirmou que o avanço chinês no exterior une duas preocupações do setor: o risco de coleta e transmissão de dados sensíveis pelos veículos e a concorrência que se beneficia de subsídios chineses.



