Em 10 de outubro, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), formalizou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial, após o desistimento de Ronaldo Caiado (PSD), consolidando uma aliança estratégica entre lideranças regionais e o núcleo familiar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O anúncio foi publicado em sua conta oficial nas redes sociais, onde afirmou ter mantido conversas com Flávio e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comprometendo-se a caminhar conjuntamente rumo ao futuro do país. A decisão ocorre num cenário político marcado pela convergência de setores do Centrão e da direita, que buscam articular uma frente ampla contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alinhamento Estratégico e Contexto Eleitoral
A confirmação do apoio paranaense reforça a articulação de bases políticas tradicionais com o núcleo bolsonarista, após a retirada de Caiado, que havia sinalizado apoio prévio mas posteriormente optou pela neutralidade tática antes de confirmar sua adesão ao PL. A apuração aponta que Ratinho Junior, que havia sido cogitado como pré-candidato à Presidência pelo PSD no início do ano, renunciou à disputa interna e passou a atuar como articulador político, consolidando alianças estaduais e nacionais. O governador destacou a importância da unidade do partido para garantir vitória em 2026, embora tenha evitado menções diretas a eventuais acordos programáticos com o candidato.
O cenário eleitoral se caracteriza pela polarização extrema entre Lula e Bolsonaro, com Flávio consolidando apoios de partidos como Republicanos, Podemos, Novo e da federação União Progressista, além de figuras como Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC). A desistência de Caiado, inicialmente pré-candidato à Presidência pelo PSD e escolhido como vice na chapa com Kassab, representa uma mudança tática que fortalece a estratégia de campo do PL, ao mesmo tempo em que expõe fragilidades internas na sigla.
Ratinho Junior e Tarcísio de Freitas prometem caminhar juntos pelo futuro do Brasil em aliança estratégica para o segundo turno.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
O posicionamento do governador do Paraná foi recebido com satisfação por aliados próximos ao núcleo familiar Bolsonaro, enquanto críticos questionaram a viabilidade de uma aliança que pode afastar eleitores moderados. A bancada federal do PSD no Congresso mantém postura pragmática, evitando declarações públicas contrárias ao movimento, o que sinaliza disposição para priorizar a coesão partidária acima das divergências ideológicas. A Justiça Eleitoral monitora eventuais irregularidades na propaganda de apoio mútuo entre os candidatos.
A continuidade da campanha dependerá da capacidade de Flávio Bolsonaro de equilibrar o apoio regional com a necessidade de moderar o tom combativo que marcou seu primeiro turno. O calendário oficial da Justiça Eleitoral prevê a conclusão das convenções partidárias até 30 de outubro, data limite para definição definitiva de coligações e definição de programas eleitorais. A decisão do TSE sobre pedido de suspensão do canal de Janones ainda pode impactar a dinâmica da campanha.



