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Polícia

Delegado Hoffman preso em operação por desvio de drogas para facção criminosa

PorGiovanna EstrelaVerificadoOrtografia IAPublicado Há 50 min
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Delegado Hoffman preso em operação por desvio de drogas para facção criminosa
Fatos Rápidos da Notícia
  • O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa foi preso nesta quinta-feira (24/9), em Mato Grosso do Sul, durante a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco, sob suspeita de participar de esquema de desvio de drogas apreendidas
  • O MPMS constatou que policiais retiravam entorpecentes, principalmente cocaína, das ocorrências e depósitos antes do registro oficial e repassavam a traficantes ligados à facção criminosa PCC
  • A investigação, iniciada em outubro de 2025, resultou na prisão de nove policiais civis, dois militares e um penal, com cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão
Resumo Editorial

Delegado Hoffman preso por desviar drogas apreendidas para PCC, movimentando mais de R$ 12 milhões em propina e ameaçando credibilidade institucional.

Na manhã desta quinta-feira (24/9), o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, responsável por comandar investigações estratégicas da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, foi formalmente preso em operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime O rganizado (Gaeco), sob acusação de participar de esquema estruturado para desvio e redistribuição de drogas apreendidas em diligências policiais.

Apuração da O peração Infiltrados e Estrutura do Esquema Corrupto

A investigação, iniciada em outubro de 2025 a partir das operações Traquetos e Blindspot, identificou padrões sistemáticos na qual agentes da Polícia Civil teriam subtraído entorpecentes — principalmente cocaína — das ocorrências policiais ou dos depósitos oficiais antes do registro formal, repassando-os para traficantes vinculados à facção criminosa PCC, conforme constata o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O inquérito apurou que os desvios ocorriam em pelo menos nove delegacias distribuídas entre Campo Grande, Dourados e Terenos, com envolvimento direto de nove policiais civis, dois militares e um penal, após a identificação de canais privilegiados que permitiam ao grupo criminoso antecipar ações e manipular resultados das apreensões.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 12 milhões movimentados por meio de propina pagas por garimpeiros para proteger esquema de desvio de drogas apreendidas pela Polícia Civil

Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos

A Corregedoria da Polícia Civil confirmou o afastamento imediato do delegado e o inquérito policial foi instaurado para apurar responsabilidades disciplinares e criminais, enquanto o MPMS destacou que os atos configuram crime contra a administração da justiça e lavagem de ativos, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão.

As investigações seguem com foco no mapeamento de intermediários entre os agentes corruptos e a PCC, com possibilidade de ampliação das diligências para outras unidades da federação caso evidências apontem para estrutura organizada transnacional.

Atenção / Ponto Crítico
O s envolvidos respondem a mandado preventivo com risco de prisão prolongada e perda do cargo público, com processo disciplinar paralelo que pode culminar em exoneração e banimento definitivo das forças de segurança.

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