O juiz Gustavo de Castro Campos, magistrado do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (7) dentro de um veículo em chamas na Estrada de Euclides Dotta, na zona rural de São João da Boa Vista, após o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar conter o incêndio com auxência de um transeunte que utilizou uma retroescavadeira para lançar sobre o carro.
Contexto Imediato e Desdobramentos da Apuração
A perícia preliminar realizada no local não identificou sinais de violência física, como ferimentos por arma branca ou fogo provocado, nem indícios de roubo de bens do interior do veículo; o corpo, parcialmente carbonizado, foi localizado no banco do motorista e apresentava forte odor de gasolina, conforme constatado pelos peritos da cena do crime. O veículo, um carro particular, continha documentos pessoais e carteira no console da porta, com a aliança ainda no dedo da vítima, elementos que reforçam a ausência de movimentação posterior ao incêndio. As autoridades acionaram imediatamente o IML para exame necroscópico e instaram a Polícia Civil a abrir inquérito pela DIG de São João da Boa Vista, com foco na análise de imagens de câmeras locais, oitiva de testemunhas e laudo pericial complementar.
Antecedentes indicam que o magistrado havia recebido ameaças em razão de decisões judiciais recentes envolvendo atuação contra grupos criminosos locais, embora os detalhes das investigações em curso não tenham sido divulgados oficialmente. A família do juiz, por meio de assessoria, manifestou-se em estado de choque, aguardando os resultados definitivos da apuração, enquanto órgãos públicos mantêm sigilo sobre possíveis pistas que possam esclarecer se o episódio configurou acidente ou ação intencional.
O juiz Gustavo de Castro Campos faleceu após seu veículo ser incendiado na estrada rural de São João da Boa Vista, com corpo parcialmente carbonizado e sem sinais aparentes de violência externa.
Repercussão Institucional e Desafios para a Apuração
A SSP-SP confirmou estar acompanhando os procedimentos investigativos e destacou que todas as medidas legais cabíveis serão adotadas para garantir a transparência da apuração, reforçando o compromisso com a segurança dos magistrados e servidores públicos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também foi notificado, exigindo esclarecimentos sobre eventuais falhas no acompanhamento ou proteção institucional.
O s próximos passos incluem a conclusão do laudo pericial do IML, análise approfundada das imagens coletadas e o interrogatório formal das testemunhas presencialmente entrevistadas. Caso se comprove irregularidade na gestão de risco ou omissão institucional, medidas disciplinares ou judiciais poderão ser acionadas contra responsáveis.



