No domingo, 23 de abril, candidatos ao Senado Federal pelo Pará intensificam as atividades de campanha em municípios interioranos como Igarapé-Miri, Moju e Castanhal, realizando comícios, carreatas e caminhadas para reforçar a conexão com os eleitores, em um esforço estratégico coordenado pelos respectivos comitês eleitorais, enquanto órgãos do Sistema de Justiça consolidam um pacto inédito para coibir o assédio eleitoral nas Eleições 2026.
Contexto Estratégico e Dinâmica das Campanhas Regionais
As agendas de campanha deste domingo foram definidas com base em programações divulgadas pelas equipes dos candidatos, incluindo uma caminhada às 15h em Igarapé-Miri, seguida de comício e caminhada às 17h em Moju, com atividades matinais iniciadas pela inauguração do comitê da deputada federal Luanna Santos e reuniões com escolas de samba à tarde; às 8h30, uma caminhada com apoiadores ocorreu em Castanhal, evidenciando a distribuição geográfica das ações e o foco em mobilização direta junto à população rural e urbana do estado.
Antecedentes recentes indicam que a intensificação das atividades presenciais ocorre em um cenário de crescente atenção institucional ao combate ao assédio eleitoral, com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o Ministério Público Federal já havia sinalizado prioridade para a fiscalização das condutas ilícitas nas pré-campanhas, motivado por denúncias recorrentes de intimidação e uso abusivo de influência em pleitos estaduais.
Mais de 150 mil eleitores potenciais estão concentrados nos três municípios onde os candidatos intensificam a campanha neste domingo.
Parcerias Institucionais e Desdobramentos Jurídicos
O acordo firmado entre o Ministério Público do Pará, a Corregedoria Nacional de Justiça e o TSE estabelece protocolo para monitoramento especializado de condutas ilícitas durante as Eleições 2026, com ênfase na apuração rápida de denúncias de assédio eleitoral por meio de canais digitais integrados e equipes multidisciplinares destacadas nos principais centros urbanos do estado.
A iniciativa conta com apoio técnico da Controladoria-Geral da União no Pará e prevê sanções administrativas rigorosas, incluindo perda de direito à propaganda eleitoral e inelegibilidade por até oito anos, conforme previsto no artigo 64 da Lei nº 9.504/1997.



