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Política

Flávio Bolsonaro mantém vínculos incontestáveis com milícia fluminense, alerta Tebet

PorBlog do NoblatVerificadoOrtografia IAPublicado Há 39 min
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Flávio Bolsonaro mantém vínculos incontestáveis com milícia fluminense, alerta Tebet
Fatos Rápidos da Notícia
  • Flávio Bolsonaro (PSL) é candidato ao Senado por São Paulo e alertou que o país corre o risco de colocar a milícia do Rio de Janeiro na Presidência da República, em debate em 23 de abril
  • Flávio Bolsonaro concedeu a Medalha Tiradentes, maior honraria do Estado do Rio de Janeiro, ao ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega, condenado por homicídio e morto em confronto policial em 2018, e contratou familiares dele para cargos em seu gabinete entre 2010 e 2015
  • O senador negociou emenda parlamentar de quase R$ 200 mil para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, por meio do assessor Robson Calixto (Peixe), ligado ao miliciano Domingos Brazão, mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco
Resumo Editorial

O vínculo entre Flávio Bolsonaro e a milícia fluminense, evidenciado por homenagens e contratações de envolvidos em homicídios, ameaça a governança ética no cenário eleitoral.

Durante debate promovido na quarta-feira, 23, Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, alertou que o país corre o risco de colocar a milícia do Rio de Janeiro na Presidência da República, em uma fase eleitoral marcada pela proximidade do primeiro turno das eleições e pela crescente evidência de vínculos entre candidatos e estruturas paramilitares.

Vínculos Policiais e Honraria à Figura Condenada

A apuração revela que Flávio Bolsonaro (PSL) concedeu a Medalha Tiradinas, maior honraria do Estado do Rio de Janeiro, ao ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega, morto em confronto policial em 2018 após ser acusado de homicídio.

O senador também contratou familiares de da Nóbrega — Danielle Nóbrega e Raimunda Vera Magalhães — para cargos em seu gabinete entre 2010 e 2015, mesmo período em que o ex-capitão respondia a processos por crimes graves, o que evidencia um padrão de associação com indivíduos ligados a estruturas criminosas.

Flávio Bolsonaro negociou emenda parlamentar de quase R$ 200 mil para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, via assessor Robson Calixto (Peixe), ligado ao miliciano Domingos Brazão, mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco.

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Repercussão Jurídica e Estratégica na Arena Eleitoral.

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A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que os fatos ocorreram há mais de 20 anos e que Adriano da Nóbrega era 'louvado por bravura', embora as circunstâncias atuais — condenação por homicídio e morte em confronto com autoridades — indiquem outra realidade, reforçando questionamentos sobre o caráter simbólico da honraria., O silêncio dos advogados da campanha do senador, tradicionalmente proativos em contestar acusações, intensifica a percepção de omissão diante de um cenário cada vez mais favorável à transparência institucional e à exigência de conduta ética por parte dos candidatos.

O TSE deve analisar eventuais violações à Lei Maria da Penha e ao Código Eleitoral até 30 de abril, data limite para registro de candidaturas com pendências éticas ou criminais.

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