Durante debate promovido na quarta-feira, 23, Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, alertou que o país corre o risco de colocar a milícia do Rio de Janeiro na Presidência da República, em uma fase eleitoral marcada pela proximidade do primeiro turno das eleições e pela crescente evidência de vínculos entre candidatos e estruturas paramilitares.
Vínculos Policiais e Honraria à Figura Condenada
A apuração revela que Flávio Bolsonaro (PSL) concedeu a Medalha Tiradinas, maior honraria do Estado do Rio de Janeiro, ao ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega, morto em confronto policial em 2018 após ser acusado de homicídio.
O senador também contratou familiares de da Nóbrega — Danielle Nóbrega e Raimunda Vera Magalhães — para cargos em seu gabinete entre 2010 e 2015, mesmo período em que o ex-capitão respondia a processos por crimes graves, o que evidencia um padrão de associação com indivíduos ligados a estruturas criminosas.
Flávio Bolsonaro negociou emenda parlamentar de quase R$ 200 mil para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio, via assessor Robson Calixto (Peixe), ligado ao miliciano Domingos Brazão, mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco.
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Repercussão Jurídica e Estratégica na Arena Eleitoral.
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A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que os fatos ocorreram há mais de 20 anos e que Adriano da Nóbrega era 'louvado por bravura', embora as circunstâncias atuais — condenação por homicídio e morte em confronto com autoridades — indiquem outra realidade, reforçando questionamentos sobre o caráter simbólico da honraria., O silêncio dos advogados da campanha do senador, tradicionalmente proativos em contestar acusações, intensifica a percepção de omissão diante de um cenário cada vez mais favorável à transparência institucional e à exigência de conduta ética por parte dos candidatos.
O TSE deve analisar eventuais violações à Lei Maria da Penha e ao Código Eleitoral até 30 de abril, data limite para registro de candidaturas com pendências éticas ou criminais.


