Na noite de sábado, 5 de outubro, durante a programação do Rock in Rio 2026 no Palco Supernova, a transmissão ao vivo da apresentação da banda Supercombo foi interrompida pelo Canal Bis após o início de discurso político proferido pelo vocalista Leo Ramos, que criticou a extrema direita e fez menção ao Congresso Nacional e ao STF; o corte, atribuído pela emissora a uma oscilação momentânea no sinal de fibra óptica da mesa técnica externa, gerou imediata repercussão nas redes sociais, com fãs acusando censura, enquanto a própria banda retomou a atuação musical pouco depois.
Contexto Institucional e Técnico da Interrupção
A apuração realizada pela Redação do jornal confirmou que o interregno ocorreu exatamente às 21h47, quando o feed da transmissão deixou de exibir o palco central e passou a exibir imagens estáticas da Cidade do Rock, com a presença de uma apresentadora que comunicou a solução de problemas técnicos pela equipe.
O episódio aconteceu após Leo Ramos, durante seu discurso, afirmar que seria necessário 'varrer a extrema-direita' nas eleições de 4 de outubro e citar nomes como Daniel Vorcaro e Nikolas Ferreira, contextos que, embora alvo de críticas políticas recorrentes no país, não configuram, segundo laudo preliminar da emissora, motivo para desligamento intencional do sinal.
Mais de 120 mil espectadores assistiam ao show ao vivo quando o sinal foi interrompido por cerca de 90 segundos
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
A Central Supercombo repudiou publicamente o episódio em comunicado oficial, classificando-o como censura inaceitável e ressaltando que tal atitude compromete os princípios democráticos fundamentais da liberdade de expressão.
O Canal Bis reiterou sua posição técnica, afirmando que a falha ocorreu em decorrência de instabilidade na fibra óptica da mesa externa e negou qualquer ação editorial coordenada para silenciar o conteúdo político do artista.



