No âmbito da Justiça do Distrito Federal, o Ministério Público Federal (MPDFT) formalizou a denúncia contra Douglas Silva de O liveira Azara e os ex-sócios da Naskar Gestão de Ativos Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, acusando-os de fraudar investidores ao simular uma venda de R$ 1,2 bilhão da fintech para supostamente viabilizar uma solução à crise financeira. A investigação aponta que o capital anunciado não correspondia a patrimônio efetivamente existente, já que as empresas parceiras declaravam apenas R$ 2,4 bilhões em capital social com base em renda mensal de R$ 1,7 mil de Douglas Azara. A denúncia, protocolada em maio deste ano após investigações coordenadas pelo promotor Paulo Roberto Binicheski, evidencia um esquema estruturado para induzir investidores ao erro por meio da apresentação de recursos inexistentes.
Contexto Institucional e Estrutura Fraudulenta
A apuração realizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios revelou que as empresas parceiras declaravam capital social de R$ 2,4 bilhões — provenientes de negócios como postos de combustíveis, fazendas e o 'Banco Phoenix' — enquanto a renda mensal declarada por Douglas Azara era de aproximadamente R$ 1.700, evidenciando descompensação financeira inconsistente com o volume anunciado. O promotor Paulo Roberto Binicheski destacou que a falsidade das informações foi rapidamente constatada, uma vez que o capital bilionário anunciado não correspondia a patrimônio efetivamente existente, reforçando indícios de fraude sistemática para manter os investidores em erro.
Nos meses subsequentes à divulgação da suposta venda da Naskar pela Azara Capital LLC — empresa supostamente sediada em Miami e apresentada como fundo norte-americano com capacidade financeira comprovada —, os denunciados mantiveram a fachada de solvência por meio da criação de uma rede de entidades simuladas, sem qualquer comprovação idônea quanto à constituição legal, representação ou disponibilidade real dos recursos anunciados.
O capital bilionário anunciado não correspondia a patrimônio efetivamente existente, enquanto a renda mensal declarada por Douglas Azara era de aproximadamente R$ 1.700 e as empresas parceiras somavam capital social declarado de R$ 2,4 bilhões.
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A Justiça do Distrito Federal concedeu o benefício da liberdade a Marcelo Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, que sumiram com cerca de R$ 900 milhões antes da sentença final, configurando fuga patrimonial e obstáculo ao regular processo investigativo. O promotor Paulo Roberto Binicheski sustenta que Douglas Azara operou previamente para se inserir no esquema fraudulento após a aquisição da Naskar, realizando atos deliberados que conferiram credibilidade à sua participação como comprador da fintech., A investigação aponta para uma integração funcional entre os quatro denunciados, com divisão clara de tarefas voltadas à captação, circulação e administração dos recursos captados dos investidores. Enquanto os ex-sócios operavam diretamente na estrutura comercial da Naskar, Azara coordenava desde o exterior — por meio da suposta Azara Capital LLC — a estratégia de comunicação e negociação com terceiros. Com base nas evidências reunidas, o MPDFT reforça que os atos não foram isolados, mas parte de um plano articulado para fraudar investidores e retardar medidas judiciais de proteção patrimonial.
A Justiça do Distrito Federal determinou a prisão preventiva de Douglas Silva de O liveira Azara sob risco de novo extravio patrimonial ou obstáculo à aplicação da lei.
R$ 1.7 mil mensais, enquanto as empresas recém-constituídas — entre elas postos de combustíveis, fazendas e um denominado 'Banco Phoenix' — apresentavam capital social totalizando R$ 2,4 bilhões.



