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Economia

BTG Pactual mantém recomendação de compra para Brasilagro com preço-alvo de R$ 25

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 13:47
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BTG Pactual mantém recomendação de compra para Brasilagro com preço-alvo de R$ 25
Fatos Rápidos da Notícia
  • BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações AGRO3
  • Preço-alvo estabelecido em R$ 25, com potencial de alta de 45,3%
  • Retorno total projetado de 54,4% em 12 meses considerando dividendos
Resumo Editorial

O banco BTG Pactual manteve a recomendação de compra para as ações da Brasilagro (AGRO3), projetando um potencial de valorização de 45,3% até R$ 25, apesar dos desafios na rentabilidade agrícola. A análise destaca a estratégia de venda de propriedades rurais e a prioridade na redução da dívida diante dos juros elevados.

O BTG Pactual divulgou nesta quarta-feira (4) um relatório no qual mantém a recomendação de compra para os papéis da Brasilagro (AGRO3). O banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 25 por ação, baseando-se em uma cotação de R$ 17,20, o que representa um potencial de valorização de 45,3%.

Considerando o pagamento de dividendos, o retorno total projetado chega a 54,4% em um período de 12 meses, com um dividend yield estimado de 9%. Os analistas apontam que o modelo de negócio da empresa, baseado na compra, desenvolvimento e venda de propriedades rurais, continua sendo um diferencial competitivo.

Um exemplo recente dessa estratégia foi a negociação de 2,6 mil hectares da Fazenda Rio do Meio, que resultou em um ganho contábil de R$ 51 milhões. Esse movimento reforça a capacidade da companhia de capturar a valorização de seus ativos fundiários.

O relatório também indica uma mudança na alocação de capital da administração. Diante dos juros elevados, a empresa considera mais vantajoso utilizar recursos para quitar dívidas do que investir na aquisição de novas fazendas.

Segundo as estimativas do banco, a redução do endividamento oferece um retorno real entre 9% e 10%, enquanto a compra de novas propriedades proporcionaria um retorno menor, entre 6% e 7%.

Apesar da avaliação positiva, o BTG reconhece que a rentabilidade das operações agrícolas segue pressionada. O Ebitda ajustado das operações, excluindo a venda de terras, caiu 32% no primeiro trimestre da safra 2026/27, totalizando R$ 44 milhões.

Essa retração reflete margens mais fracas nas culturas de soja e milho. O desempenho da próxima safra depende ainda das condições climáticas no Maranhão e no Piauí, onde o atraso nas chuvas aumenta o risco de estiagem associado ao fenômeno El Niño.

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