No cerco da madrugada de sábado, às 2h, um edifício em construção desabou sobre uma residência na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, matando três pessoas e deixando outras três feridas, enquanto três vítimas ainda permanecem desaparecidas entre os escombros.
Contexto Institucional e Procedimentos de Fiscalização
A apuração in loco revelou que o prédio, de 11 pavimentos conforme alvará expedido pela Prefeitura, encontrava-se em fase avançada de obras pela construtora New Home, com autorização formal para continuidade das atividades após vistoria técnica realizada em fevereiro de 2024, na qual foi declarada a necessidade prévia de demolição de estrutura remanescente — procedimento que, segundo as autoridades, não foi efetivamente concluído.
O local do desastre abrigava mais de dez residentes, entre eles famílias de origem boliviana, conforme relatos de sobreviventes e vizinhos, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém operação coordenada com 70 militares, 22 viaturas e um cão de busca e salvamento há mais de 32 horas no intuito de localizar os três desaparecidos.
Mais de 10 pessoas viviam na residência atingida pelo desabamento do prédio da Rua Tequici
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Jurídicos
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) assumiu responsabilidade pela fiscalização municipal ao confirmar a existência do alvará válido para 11 pavimentos e admitir que a vistoria de fevereiro autorizou a continuidade das obras sob a premissa equivocada de que a demolição necessária havia sido efetuada.
O advogado da New Home, Alexandre Sampi, defendeu a regularidade da construtora e afirmou que eventuais responsabilidades serão esclarecidas mediante laudo técnico definitivo, reiterando o comprometimento da empresa com o socorro às vítimas e suas famílias.



