No Brasil, uma mulher foi morta a cada cinco horas durante o primeiro trimestre de 2024, consolidando o período mais letal já registrado em casos de feminicídio, conforme dados consolidados pelo fórum de monitoramento da violência de gênero; esse alarmante patamar evidencia uma escalada contínua da violência contra o sexo feminino, que tem mobilizado setores da sociedade civil e do Estado em busca de respostas urgentes.
Contexto Institucional e Histórico da Violência de Gênero
A análise dos registros revela que a cada 24 horas, cinco mulheres perdem a vida em situações que configuram feminicídio, com um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; os casos apresentam padrões recorrentes de violência doméstica, com 68% das vítimas mortas por pessoas próximas ou em contexto íntimo, evidenciando falhas estruturais na proteção institucional e na prevenção.
Nos últimos anos, o país assistiu à intensificação de episódios de extrema violência, inclusive com envolvimento de menores, como o caso recente de uma adolescente acusada de participar de homicídio coletivo, o que tem reavivado o debate sobre a maioridade penal e a responsabilidade juvenil no âmbito da Justiça criminal.
No primeiro trimestre de 2024, o Brasil registrou seu maior número de feminicídios desde o início da série histórica oficial, com 132 vítimas até março.



