O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o relatório parcial da Polícia Federal relacionado ao caso Master. O documento, com mais de 700 páginas, foi enviado ao STF em 28 de outubro e indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por fraudes em operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Segundo a PF, Daniel Vorcaro é descrito como o "principal centro de comando, coordenação e decisão" de uma organização criminosa. Ele foi indiciado por gestão fraudulenta, indução a erro, falsidade em informações ou documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também foi indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa.
As investigações apontam para cerca de R$ 17,5 bilhões em ativos e carteiras de crédito vendidos pelo Master ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025. A Polícia Federal afirma que ao menos R$ 12,2 bilhões correspondem a créditos negociados sem comprovação de existência. Além disso, a PF solicitou a prorrogação da investigação por mais 60 dias para concluir perícias e diligências complementares.



