A pesquisa Quaest de 21 de outubro, encomendada pelo Grupo e registrada no TSE sob o número BR-08535/2026, revelou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 46%, o maior patamar desde 14 de agosto, impulsionada pelo pacote de benefícios sociais anunciado nos últimos dias pelo governo petista, enquanto seu principal adversário na corrida à reeleição, o senador Flávio Bolsonaro, registra 52% de rejeição entre os eleitores.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A análise do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, destacou que a recuperação da aprovação presidencial ocorreu em um contexto de intensas negociações no Congresso Nacional, onde foi aprovado o fim da escala 6 x 1 nas relações laborais, medida que ampliou direitos e reduziu a precarização do trabalho, além das sabatinas televisivas que aprofundaram a exposição dos candidatos e do debate realizado na TV Band.
O levantamento, conduzido entre 17 e 20 de outubro com amostra de 2.154 eleitores acima de 16 anos e margem de erro de dois pontos percentuais com confiança de 95%, apontou ainda que as intenções de voto para o segundo turno estão tecnicamente empatadas, com Lula em 44% e Flávio Bolsonaro em 45%, reforçando a volatilidade do cenário eleitoral após os últimos acontecimentos políticos.
A aprovação do presidente Lula alcança 46%, o melhor nível desde 14 de agosto, enquanto a rejeição de seu adversário supera 50%.
Repercussão Jurídica e Estratégicas no Cenário Eleitoral
As declarações do especialista em pesquisa política reforçam que o pacote de benefícios sociais — composto por auxílio emergencial revisado, aumento do mínimo vital e expansão do programa Bolsa Família — foi decisivo para a mudança no percepção pública, mesmo diante de críticas quanto à sustentabilidade fiscal dessas medidas.
Especialistas apontam que a proximidade do segundo turno colocará à prova a capacidade do comando petista em consolidar alianças com partidos de centro e esquerda, enquanto os estrategistas bolsonaristas buscam capitalizar a insatisfação com as reformas econômicas para mobilizar bases tradicionais.



