Na manhã de quinta-feira, 24 de setembro, a O peração Crédito O culto, terceira fase da Carbono O culto, revelou um esquema complexo no qual uma usina sucroalcooleira e fintechs teriam utilizado direitos creditários no valor de R$ 370 milhões para efetuar a aquisição da distribuidora Terrana, sob a direção dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, ambos foragidos da Justiça.
Estrutura O culta e Mecanismos de Blindagem Financeira
A investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) identificou que a usina sucroalcooleira Itajobi, localizada em Marapoama, interior paulista, operou com o objetivo de servir como fachada para a compra da Terrana por meio de uma operação simulada de direitos creditários vinculados a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), cujas cotas foram transferidas em uma movimentação que ultrapassou os R$ 370 milhões.
Segundo os laudos periciais e as denúncias formais apresentadas pelo MPSP, os recursos foram captados por meio de contas intermediárias — denominadas 'contas bolsões' — em fintechs controladas por associados do grupo investigado, configurando uma técnica sistemática de pulverização e blindagem para mascarar a origem ilícita dos valores e legitimar a aquisição final da distribuidora.
A operação simulada movimentou R$ 370 milhões em direitos creditários por meio de transferência fraudulenta de cotas de FIDC.
Repercussão Legal e Estratégia Futura
O MPSP formalizou denúncia contra Beto Louco e Primo com base em provas que comprovam participação direta na estruturação do esquema, que se articulava por meio da ocultação da titularidade da Itajobi por intermédio de fundos de investimento e empresas fictícias, técnica já observada nas fases anteriores da O peração Carbono O culto.
As autoridades já acionaram canais de cooperação internacional e sinalizam a possibilidade de congelamento de ativos vinculados aos investigados, enquanto o Ministério da Justiça deve ampliar o escopo da investigação para incluir eventuais vínculos com o Banco Genial e o grupo Dark Horse mencionado nas investigações preliminares.



