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Flávio x Lula: 4º bloco é marcado por Richarlison, Lulinha, e Vorcaro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 59 min
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Flávio x Lula: 4º bloco é marcado por Richarlison, Lulinha, e Vorcaro
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  • No quarto bloco do debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), os candidatos ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), focaram em discutir a posse da ilha em Angra dos Reis, que o jogador de futebol Richarlison acusa o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar, de terem tomado posse. Também falaram sobre o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
  • O tema foi livre e cada um dos candidatos teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções.
Resumo Editorial

No quarto bloco do debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), os candidatos ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), focaram em discutir a posse da ilha em Angra dos Reis, que o jogador de futebol Richarlison acusa o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar, de terem tomado posse. Também falaram sobre o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No quarto bloco do debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), os candidatos ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), focaram em discutir a posse da ilha em Angra dos Reis, que o jogador de futebol Richarlison acusa o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar, de terem tomado posse. Também falaram sobre o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O tema foi livre e cada um dos candidatos teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções.

A primeira pergunta quem fez foi Lula, pedindo para Flávio se explicar sobre a denúncia envolvendo o jogador Richarlison e a ilha.

Flávio rebateu perguntando ao presidente sobre o uísque supostamente recebido por ele do empresário Daniel Vorcaro.

"Você ganhou um uísque Macalan que vale meio milhão de reais", disse. "Conta para o público qual o gostinho desse uísque", continuou.

O petista respondeu que Flávio não se conforma que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez "Vorcaro banqueiro" e ele fez dele prisioneiro. "Você e Vorcaro parecem uma coisa só", afirmou.

Sobre o suposto presente de Vorcaro, Lula disse: "Deve ter sido para você, porque quem é amigo do Vorcaro é você, quem é filhote do Vorcaro é você, quem pegou dinheiro do Vorcaro é você."

Depois, Flávio falou sobre o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e disse que foi feito sem dinheiro público e que todo o valor divulgado para o patrocínio foi usado na produção da obra.

Em maio deste ano, vieram a público áudios e mensagens sobre negociações entre Flávio e Vorcaro para financiar Dark Horse. As negociações com o ex-banqueiro envolveram um pedido de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, por parte do senador. O valor efetivamente repassado chegou a pelo menos R$ 61 milhões (aproximadamente US$ 12,3 milhões).

Lula acusou o candidato do PL de fazer "surubada, bacanal e agora vem dizer que não é amigo do cara?"

Flávio seguiu dizendo que Vorcaro era um "investidor, de forma privada".

O petista, então, citou o "desafio" feito por ele durante o debate da Band de abrir os sigilos bancários, telefônico e fiscal dos dois candidatos, e afirmou ter entregado a sua parte à Suprema Corte e que aguardava a do adversário.

"Ele disse que não ia entregar o material, só se o ministro da Suprema Corte aceitasse", afirmou Lula. "O meu da minha mulher, do meu filho Fábio tá lá", prosseguiu, dizendo que Flávio "está devendo essa para sociedade brasileira".

Flávio rebateu que a documentação dele "está toda lá".

Lula então, disse que queria propor "outro desafio".

"Faço outro desafio, eu e você, amanhã, abrir as contas minha e sua para que a justiça apure", afirmou, acrescentando que entregaria os documentos ao ministro André Mendonça, a quem chamou de "amigo" de Flávio. "Eu preciso provar quem é ladrão nesse país."

O chefe do Planalto ainda questionou como o senador consegue comprar uma casa de "milhões" com o salário que ganha. Flávio respondeu que seu dinheiro "vem do trabalho", porque ele é "advogado há muitos anos".

Depois, Flávio acusou o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de declarar os bens no nome "de um laranja" e afirmou que ele mora no mesmo lugar do jogador de futebol Vini Jr.. Na ocasião, questionou quem paga as coisas do filho do petista, citando o nome da empresária Roberta Luchsinger.

"Roberta, ele te chamou de pilantra varias vezes", disse Flávio, pedindo que Lula abra as contas de seu cartão corporativo.

Nas considerações finais, Lula disse que Jair Bolsonaro gastou muito mais no cartão corporativo do que ele e pediu que as pessoas procurassem a informação na internet.

"Eles gastaram quase 30% a mais do que nós", justificou.

O candidato à reeleição ainda disse que tem "biografia e historia" e pediu que os eleitores votassem nele para manter a democracia.

"Ou a gente mantém a democracia funcionando ou vamos ter um miliciano dentro do Palácio do Planalto governando esse pais, o que não vai ser bom para ninguém", finalizou.

Flávio disse que Lula insiste em acusá-lo de crimes que ele nunca fez, voltando a citar o projeto de seu possível governo de classificar facções criminosas, como o CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital), em organizações terroristas.

Em sua fala final, o candidato do PL disse que nunca vai prometer o que não pode cumprir, que vai devolver o poder de compra à população e vai melhorar a segurança.

O debate

O debate, mediado pelo jornalista César Tralli, foi baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.

O encontro foi composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três foram de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas foi definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.

O primeiro bloco contou com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato teve três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.

No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula puderam escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.

No quarto, o tema foi livre e cada um deles teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções.

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