Vice-governador eleito do Distrito Federal, Gustavo Rocha (Republicanos) avalia que as tratativas para uma solução para o Banco de Brasília (BRB) foram afetadas pela disputa eleitoral e, com o fim das eleições, a situação é outra.
“Agora o cenário muda para que a gente possa avançar e, de uma vez por todas, afastar esse problema e deixar o [BRB] sadio novamente para que ele possa continuar fazendo o que faz de melhor aqui no Distrito Federal”, declarou em entrevista ao Metrópoles, nesta quarta-feira (28/10).
Gustavo Rocha afirmou que a governadora reeleita, Celina Leão (PP), está à frente da articulação junto ao governo federal e pediu audiência com o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A governadora vem se dedicando muito a isso. Desde que ela assumiu, a prioridade dela é salvar o BRB, porque é um patrimônio do Distrito Federal muito importante para o desenvolvimento e fomento. Por conta disso, o DF ingressou com várias ações na Justiça. A maioria das decisões foram favoráveis, inclusive essa do empréstimo. Mas a leitura que a gente fazia era que o ano eleitoral estava atrapalhando muito”, ressaltou.
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF, em entrevista ao Metrópoles
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF, em entrevista ao Metrópoles
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
Gustavo Rocha, vice-governador eleito do DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para salvar o BRB após prejuízo nos negócios com o Banco Master. A negociação não avançou diante da negativa do governo federal em conceder aval para a operação. O caso é discutido em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que tem o ministro Luiz Fux como relator.
O agora vice-governador eleito atuou como secretário da Casa Civil do DF por seis anos. Questionado sobre o período em que o BRB fazia negócios com o Master, Gustavo Rocha disse que o banco “fazia apresentações e trazia dados de que a operação era muito positiva ao DF”.
“Isso que foi vendido para a gente ao longo desse período: que era algo que transformaria o BRB num banco nacional. E o então presidente defendia isso com muita firmeza, levava equipe e passava esse cenário”, contou, em referência a Paulo Henrique Costa. O ex-presidente do BRB foi preso em abril de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga os negócios do banco com o Master.



