Na quarta-feira, 14 de outubro, durante sessão no Senado Federal dedicada à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 no trabalho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato presidencial do partido, registrou presença virtual, após agenda prévia em Porto Alegre, e indicou seu voto a favor da matéria após declaração pública que rompeu com seu posicionamento histórico contrário.
Contexto Institucional e Evolução Legislativa da PEC 6×1
A sessão do Senado Federal, conduzida pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP), segue com a apreciação da PEC que visa suprimir a escala tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso, exigindo aprovação em dois turnos por três quintos dos 81 senadores — equivalente a 49 votos — conforme previsto em seu texto original.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia se posicionado anteriormente contra a proposta, defendendo maior flexibilidade nas jornadas laborais; todavia, diante da pressão crescente e de demandas sociais amplas, anunciou que votaria a favor da PEC em nome da 'maioria dos brasileiros', sinalizando uma mudança estratégica de postura dentro do próprio partido.
A PEC requer 49 votos contrários ao modelo tradicional de 6×1 para avançar no Senado Federal.
Repercussão Política e Desdobramentos Legislativos
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou o compromisso da bancada oposicionista com a PEC, destacando que a votação representa uma vitória para a liberdade do trabalhador e crítica ao que classificou como 'demagogia eleitoral' por parte do governo.
Com a possibilidade de Flávio Bolsonaro assumir a Presidência em 2026, os parlamentares alertam para ajustes futuros na legislação trabalhista, incluindo a regulamentação do pagamento por hora trabalhada caso a PEC seja efetivada.



