Na Semana de Moda de Milão, o último desfile de Glenn Martens como diretor criativo da Diesel, à frente da coleção de verão 2027, transformou a passarela em palco de controvérsia ao integrar atos de intimidade protagonizados por artistas do coletivo (LA)HORDE na plateia, sem que a marca fosse responsabilizada por agressões ou renúncias corporativas.
Contexto e Caracterização da Ação
A apuração jornalística confirmou que, durante o desfile da coleção de verão 2027, artistas do coletivo (LA)HORDE, com sede em Marselha, realizaram expressões físicas como beijos e carícias entre si na plateia, enquanto os modelos exibiam peças com recortes assimétricos e acabamentos desfiados, sob direção criativa de Martens, que assumiu publicamente seu encerramento neste evento.
O episódio, ocorrido em abril de 2024 — data precisa conforme registros oficiais da Fashion Week italiana — gerou reações polarizadas: enquanto alguns internautas rotularam o comportamento como inapropriado para um ambiente corporativo formal, outros destacaram a coerência com o histórico irreverente do designer belga, conhecido por desafiar limites estéticos em marcas como Maison Margiela.
O desfile de Glenn Martens encerrou sua passagem criativa da Diesel com uma performance provocativa durante a Semana de Moda de Milão, sem vínculo institucional com agressões ou renúncias corporativas.
Repercussão e Diretrizes Futuras
A Diesel optou por não se pronunciar oficialmente sobre o ocorrido, mantendo postura de silêncio institucional que preserva a neutralidade técnica da marca diante de manifestações subjetivas do público e não atos concretos de infração.
Especialistas em direito fashion indicam que, ao não assumir responsabilidade direta pelos atos dos artistas externos, a empresa evita responsabilização legal, mantendo foco na consolidação de sua imagem como promotora de ousadia criativa dentro dos padrões regulatórios do setor.



