A Polícia Federal desvendou um esquema de desvio de recursos públicos, totalizando R$ 19 milhões em gastos atípicos da produtora Dark Horse, responsável pelo filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante as filmagens realizadas entre outubro e dezembro de 2025.
Contexto Institucional e Investigação Financeira
A O peração Make Up, deflagrada em 10 de setembro de 2025, resultou na execução de 49 mandados de busca e apreensão contra 49 alvos, incluindo o deputado federal Mario Frias (PL-SP), sob coordenação da Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de apurar um suposto esquema de desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares vinculadas à produção do filme Dark Horse.
Segundo a análise financeira apresentada na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a Go Up Entertainment Ltda., sociedade controlada pela empresária Karina Ferreira da Gama e com Frias como produtor executivo, movimentou R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025, sendo R$ 8,9 milhões em crédito e R$ 10 milhões em débito, com destaque para pagamentos a empresas de hotelaria no valor de R$ 906,7 mil ao Hotel Unique e R$ 653,1 mil à Foodflix Alimentação Ltda., além de transferências para a BAW Facilitadora de Pagamentos Ltda. E outras produções audiovisuais.
O total de gastos atípicos identificados pela Polícia Federal alcança R$ 19 milhões, com destaque para pagamentos ao Hotel Unique e Foodflix Alimentação Ltda.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Institucionais
A apreensão do celular de Mario Frias, sete armas de fogo e veículos de luxo configura indícios robustos de conduta ilícita, enquanto o Ministério Público Federal e a Justiça Federal devem definir as fases seguintes da investigação com base nos elementos colhidos durante os cumprimentos de mandado.
A CGU acompanha rigorosamente os trâmites processuais e reforça que eventuais comprovações de uso indevido de emendas parlamentares podem ensejar ações penais por peculato ou lavagem de dinheiro, com previsão legal prevista no Código Penal vigente.



