Na reta final da campanha para as eleições de 4 de outubro, o candidato ao Senado Celso Sabino (PDT) reagiu com veemência à postura de Giovanni Queiroz, presidente estadual do PDT no Pará, que, em vídeo divulgado nas redes sociais, declarou apoio aos candidatos Chicão (União Brasil) e Helder Barbalho (MDB), desautorizando publicamente a candidatura de Sabino.
Contexto Institucional e Antecedentes da Controvérsia
A apuração jornalística constatou que a manifestação de Queiroz ocorreu após a publicação de conteúdo digital pelo candidato Chicão, que explicitamente solicitou votos para si mesmo e para Helder Barbalho, desconsiderando a pré-seleção oficializada pelo PDT durante convenção estadual realizada em julho em Belém. O vídeo, amplamente repercutido nas plataformas digitais, evidenciou uma clara contradição ao alinhamento partidário, já que Sabino fora formalmente lançado como candidato do partido à vaga do Senado.
O próprio Sabino destacou que a candidatura foi construída em consonância com a população paraense e reforçou o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto reiterou sua disponibilidade para enfrentar o pleito em conjunto com o mandatário petista em Belém no dia 28 de outubro.
Mais de 1 milhão de brasileiros residentes no exterior encontram-se aptos a votar nas eleições de 2026, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Repercussão Política e Desdobramentos na Conclusão da Campanha
A direção nacional do PDT ainda não se pronunciou formalmente sobre a divergência entre o posicionamento regional e a orientação institucional, apesar de sources próximos ao presidente nacional indicarem que o episódio será analisado com cautela para evitar fraturas internas no partido rumo às eleições.
Sabino manteve firmeza ao afirmar que permanecerá na disputa, reivindicando que tentativas de afastá-lo da corrida respondem a interesses oportunistas e reafirmando seu compromisso com os princípios do PDT.
Com apenas dez dias para o pleito, o cenário permanece tenso, mas o candidato pedetista mantém postura de resistência, apostando na mobilização de bases tradicionais e no apoio logístico do comando nacional.



