Na manhã de 10 de setembro, Thamires Costa Mathias, de 19 anos, cunhada da vítima Larissa da Cruz Morata, entregou voluntariamente o celular e a senha de acesso à Delegacia de Polícia de Embu das Artes, após o desaparecimento e homicídio da jovem de 29 anos, caso que mobiliza investigações sobre possível participação em crime de feminicídio.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos
A defesa de Thamires confirmou que a jovem compareceu espontaneamente à unidade policial na quinta-feira (10/9), entregando o aparelho móvel e as credenciais necessárias para acesso às mensagens trocadas com Larissa nos dias anteriores à morte, fato que tem sido apontado como essencial para a reconstrução da dinâmica entre as partes envolvidas.
O inquérito policial já identificou que Thamires mantinha comunicação com a vítima nos dias prévios ao homicídio, durante os quais a vítima teria mencionado o uso de medicamentos controlados e expressado intenções de 'acabar com tudo', contexto que tem sido analisado com rigor pelas equipes periciais para esclarecer possíveis vínculos com o crime.
O scanner 3D será utilizado em 11/9 para reconstituir a cena do crime, equipamento já empregado em casos semelhantes como o da soldado Gisele Alves Santana
Repercussão Jurídica e Consequências Processuais
O marido de Larissa, tenente-coronel Geraldo leite Rosa Neto, já havia sido preso e formalmente réu por feminicídio na Justiça Comum, com eventual perda de patente sob análise da Justiça Militar, conforme informado pela Polícia Civil.
A defesa de Thamires, representada pelo advogado Roberto Montanari, reforçou que a jovem não é alvo de investigação por fraude processual e destacou seu comprometimento colaborativo com as autoridades, contrastando com alegações divulgadas por outros meios de comunicação.



