Na terça-feira, 15 de setembro, duas mulheres foram presas em flagrante após o incêndio que vitimou uma criança de 3 anos e deixou duas outras em estado grave de saúde no bairro Jardim Itayu, em Campinas, São Paulo, onde as vítimas estavam isoladas no domicílio sem supervisão adulta.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar às 14h30, conforme relatório técnico do Corpo de Bombeiros e do boletim de ocorrência, que constatou a presença de fumaça densa e ruídos de gritos de crianças no momento da intervenção, com o imóvel localizado na Rua Itapemirim em situação descrita como 'extremamente precária e insalubre', apresentando sujeira acumulada e condições inapropriadas para habitação.
As investigações iniciais apontam que as mães, identificadas como Steffane e Naila, teriam deixado as crianças — Miguel Henrique Pedroso de O liveira, de 3 anos, e outras duas com 3 e 6 anos — sozinhas no residência no momento do incêndio, configurando possível omissão dolosa que culminou na morte do menor e lesões corporais graves nas demais, crimes enquadrados no artigo 71 do Código Penal (abandono de incapaz com resultado morte) e no artigo 244 (lesão corporal grave).
O corpo da criança de 3 anos foi localizado carbonizado no quarto do imóvel, evidenciando a intensidade do fogo e a ausência de medidas de segurança imediatas.
Repercussão Legal e Desdobramentos das Investigações
O delegado responsável pelo caso, Marcelo Costa, informou que as mulheres foram encaminhadas à Cadeia Feminina de Paulínia e que a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para determinar se houve dolo ou negligência culposa na conduta das mães, bem como se o incêndio teve origem em falha elétrica ou outra causa ainda não apurada.
As autoridades também acionaram o Ministério Público para apurar responsabilidades civis e criminais, enquanto o Conselho Tutelar local já acionou os mecanismos de proteção à infância para garantir acompanhamento do caso e suporte às famílias envolvidas.



