Os títulos prefixados do Tesouro Direto tiveram alta nos rendimentos após o resultado eleitoral do último domingo. O título com vencimento em 2029 atingiu rentabilidade anual de 15,26%, enquanto o prefixado 2032 chegou a 15,5%, marcando o maior patamar do ano inteiro para esses ativos.
Antes do pleito, os títulos já operavam em níveis elevados, entre 12% e 14%. No intervalo entre os turnos, houve uma queda acentuada no rendimento e consequente alta nos preços, com o prefixado 2029 registrando 12,31% e o de 2032 caindo para 12,49%. Segundo Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, esse movimento de alívio foi explicado pela euforia do mercado e pelas expectativas sobre o resultado eleitoral.
Com a definição do resultado no domingo, o retorno sobre os dois ativos teve um pico de alta na abertura do mercado de segunda-feira, e o movimento se prolongou durante a semana. Os juros futuros subiram mais de 260 pontos-base; pouco antes do fechamento de quarta-feira, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste de 14,381% da véspera, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante 14,907%.
A relação direta entre juros futuros e títulos prefixados faz com que o Tesouro Nacional precise emitir títulos com rendimentos maiores quando a perspectiva de juro no longo prazo cresce, mantendo o ativo atrativo para os investidores.



