Aliança Trilateral de Defesa de Meca se Mantém Inativa Apesar de Ameaças dos Houthis
Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinaram em 7 de agosto o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, um pacto histórico que prevê a defesa mútua em caso de agressão contra um dos signatários, estabelecendo um modelo semelhante ao da O TAN. Apesar da formalização do compromisso, o acordo ainda não foi ativado diante dos ataques persistentes dos Houthis contra posições militares e instalações energéticas dentro do território saudita. A aliança, concebida para reforçar a segurança regional diante da ameaça comum impulsionada pelo Irã, mantém-se como mecanismo preventivo, ainda que ainda não tenha sido acionado.
(Se houver agressão não provocada, ou se o que está acontecendo no Iêmen [ofensiva dos Houthis] se alastrar para a Arábia Saudita, o Acordo de Meca certamente entrará em vigor)
Desde julho, o grupo iemenita tem realizado ataques com drones e mísseis contra bases militares sauditas ao longo da fronteira com o Iêmen, além de atingir infraestruturas estratégicas no interior do reino, como o aeroporto de Jeddah em 8 de setembro, que feriu 73 civis. O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, destacou que a escalada da ofensiva dos Houthis poderia desencadear a ativação do acordo trilateral. Ele afirmou que qualquer agressão direta ao território saudita ou ampliação da luta para território paquistanês também poderia ativar a cláusula de defesa mútua prevista no pacto.
O contexto atual evidencia uma tensão crescente entre Arábia Saudita e os Houthis, que retomaram hostilidades em julho após acusações de ataques contra o Aeroporto Internacional de Sanaa. O avanço dos rebeldes no Iêmen, inclusive na cidade portuária de Mocha, tem pressionado a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que busca conter a influência do grupo com apoio logístico e operacional. Apesar da assinatura do acordo em Meca, Paquistão e Turquia continuam colaborando com Riade por meio da coalizão militar criada em 2015. A manutenção da inatividade do pacto reflete cautela diplomática, mas também revela fragilidades na coordenação das respostas regionais diante da guerra prolongada no Iêmen.
(Acordo de Meca) pode ser ativado caso a situação na região escale



